quarta-feira, 29 de maio de 2013

VANGUARDAS DO SÉCULO XX - CUBISMO - DISCIPLINA ARTES - 3ª SÉRIE A


(Pablo Picasso)
 
O CUBISMO
Origem 
Este movimento artístico tem seu surgimento no século XX e é considerado o mais influente deste período. Com suas formas geométricas representadas, na maioria das vezes, por cubos e cilindros, a arte cubista rompeu com os padrões estéticos que primavam pela perfeição das formas na busca da imagem realista da natureza. A imagem única e fiel à natureza, tão apreciada pelos europeus desde o Renascimento, deu lugar a esta nova forma de expressão onde um único objeto pode ser visto por diferentes ângulos ao mesmo tempo. 
 

 (Albert Gleizes)
 
 (Fernand Léger)
 
História movimento cubista 
O marco inicial do Cubismo ocorreu em Paris, em 1907, com a tela Les Demoiselles d''Avignon, pintura que Pablo Picasso levou um ano para finalizar. Nesta obra, este grande artista espanhol retratou a nudez feminina de uma forma inusitada, onde as formas reais, naturalmente arredondadas, deram espaço a figuras geométricas perfeitamente trabalhadas. Tanto nas obras de Picasso, quanto nas pinturas de outros artistas que seguiam esta nova tendência, como, por exemplo, o ex-fauvista francês – Georges Braque – há uma forte influência das esculturas africanas e também pelas últimas pinturas do pós-impressionista francês Paul Cézanne, que retratava a natureza através de formas bem próximas as geométricas. 
Historicamente o Cubismo se dividiu em duas fases: Analítico, até 1912, onde a cor era moderada e as formas eram predominantemente geométricas e desestruturadas pelo desmembramento de suas partes equivalentes, ocorrendo, desta forma, a necessidade de não somente apreciar a obra, mas também de decifra-la, ou melhor, analisa-la para entender seu significado. Já no segundo período, a partir de 1912, surge a reação a este primeiro momento, o Cubismo Sintético, onde as cores eram mais fortes e as formas tentavam tornar as figuras novamente reconhecíveis através de colagens realizadas com letras e também com pequenas partes de jornal. 
 
 (Francis Picabia)
 
 
Na Europa está o maior número de artistas que se destacaram nesta manifestação artística, entre eles os mais conhecidos além dos precursores Pablo Picasso e Braque são: Albert Gleizes,  Fernand Léger, Francis Picabia, Marcel Duchamp, Robert Delaunay, Roger de La Fresnaye, e Juan Gris.
 (Juan Gris)
 
 
Cubismo no Brasil
Somente após a Semana de Arte Moderna de 1922 o movimento cubista ganhou terreno no Brasil. Mesmo assim, não encontramos artistas com características exclusivamente cubistas em nosso país. Muitos pintores brasileiros foram influenciados pelo movimento e apresentaram características do cubismo em suas obras. Neste sentido, podemos citar os seguintes artistas: Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Rego Monteiro e Di Cavalcanti.
 
(Marcel Duchamp)
 


POEMA MORTE E VIDA SEVERINA - JOÃO CABRAL DE MELO NETO - DISCIPLINA DE GEOGRAFIA

 
(Cândido Portinari - Os retirantes)
 
 
 
O RETIRANTE EXPLICA AO LEITOR QUEM É E A QUE VAI


— O meu nome é Severino,
como não tenho outro de pia.
Como há muitos Severinos,
que é santo de romaria,
deram então de me chamar
Severino de Maria;
como há muitos Severinos
com mães chamadas Maria,
fiquei sendo o da Maria
do finado Zacarias.
Mas isso ainda diz pouco:
há muitos na freguesia,
por causa de um coronel
que se chamou Zacarias
e que foi o mais antigo
senhor desta sesmaria.
Como então dizer quem fala
ora a Vossas Senhorias?
Vejamos: é o Severino
da Maria do Zacarias,
lá da serra da Costela,
limites da Paraíba.
Mas isso ainda diz pouco:
se ao menos mais cinco havia
com nome de Severino
filhos de tantas Marias
mulheres de outros tantos,
já finados, Zacarias,
vivendo na mesma serra
magra e ossuda em que eu vivia.
Somos muitos Severinos
iguais em tudo na vida:
na mesma cabeça grande
que a custo é que se equilibra,
no mesmo ventre crescido
sobre as mesmas pernas finas,
e iguais também porque o sangue
que usamos tem pouca tinta.
E se somos Severinos
iguais em tudo na vida,
morremos de morte igual,
mesma morte severina:
que é a morte de que se morre
de velhice antes dos trinta,
de emboscada antes dos vinte,
de fome um pouco por dia
(de fraqueza e de doença
é que a morte severina
ataca em qualquer idade,
e até gente não nascida).
Somos muitos Severinos
iguais em tudo e na sina:
a de abrandar estas pedras
suando-se muito em cima,
a de tentar despertar
terra sempre mais extinta,
a de querer arrancar
algum roçado da cinza.
 ASSISTE AO ENTERRO DE UM TRABALHADOR DE EITO E OUVE O QUE DIZEM DO MORTO OS AMIGOS QUE O LEVARAM AO CEMITÉRIO

—  Essa cova em que estás,
com palmos medida,
é a cota menor
que tiraste em vida.
— É de bom tamanho,
nem largo nem fundo,
é a parte que te cabe
deste latifúndio.
— Não é cova grande,
é cova medida,
é a terra que querias
ver dividida.
— É uma cova grande
para teu pouco defunto,
mas estarás mais ancho
que estavas no mundo.
— É uma cova grande
para teu defunto parco,
porém mais que no mundo
te sentirás largo.
— É uma cova grande
para tua carne pouca,
mas a terra dada
não se abre a boca.
— Viverás, e para sempre,
na terra que aqui aforas:
e terás enfim tua roça.
— Aí ficarás para sempre,
livre do sol e da chuva,
criando tuas saúvas.
— Agora trabalharás
só para ti, não a meias,
como antes em terra alheia.
— Trabalharás uma terra
da qual, além de senhor,
serás homem de eito e trator.
— Trabalhando nessa terra,
tu sozinho tudo empreitas:
serás semente, adubo, colheita.
— Trabalharás numa terra
que também te abriga e te veste:
embora com o brim do Nordeste.
— Será de terra tua derradeira camisa:
te veste, como nunca em vida.
— Será de terra e tua melhor camisa:
te veste e ninguém cobiça.
— Terás de terra
completo agora o teu fato:
e pela primeira vez, sapato.
— Como és homem,
a terra te dará chapéu:
fosses mulher, xale ou véu.
— Tua roupa melhor
será de terra e não de fazenda:
não se rasga nem se remenda.
— Tua roupa melhor
e te ficará bem cingida:
como roupa feita à medida.
— Esse chão te é bem conhecido
(bebeu teu suor vendido).
— Esse chão te é bem conhecido
(bebeu o moço antigo).
— Esse chão te é bem conhecido
(bebeu tua força de marido).
— Desse chão és bem conhecido
(através de parentes e amigos).
— Desse chão és bem conhecido
(vive com tua mulher, teus filhos).
— Desse chão és bem conhecido
(te espera de recém-nascido).
— Não tens mais força contigo:
deixa-te semear ao comprido.
— Já não levas semente viva:
teu corpo é a própria maniva.
— Não levas rebolo de cana:
és o rebolo, e não de caiana.
— Não levas semente na mão:
és agora o próprio grão.
— Já não tens força na perna:
deixa-te semear na coveta.
— Já não tens força na mão:
deixa-te semear no leirão.
— Dentro da rede não vinha nada,
só tua espiga debulhada.
— Dentro da rede vinha tudo,
só tua espiga no sabugo.
— Dentro da rede coisa vasqueira,
só a maçaroca banguela.
— Dentro da rede coisa pouca,
tua vida que deu sem soca.
— Na mão direita um rosário,
milho negro e ressecado.
— Na mão direita somente
o rosário, seca semente.
— Na mão direita, de cinza,
o rosário, semente maninha.
— Na mão direita o rosário,
semente inerte e sem salto.
— Despido vieste no caixão,
despido também se enterra o grão.
— De tanto te despiu a privação
que escapou de teu peito a viração.
— Tanta coisa despiste em vida
que fugiu de teu peito a brisa.
— E agora, se abre o chão e te abriga,
lençol que não tiveste em vida.
— Se abre o chão e te fecha,
dando-te agora cama e coberta.
— Se abre o chão e te envolve,
como mulher com quem se dorme.


quarta-feira, 22 de maio de 2013

DICA DE LEITURA


Um número primo é inerentemente solitário: só pode ser dividido por si próprio ou por um, nunca se adaptando aos outros. Alice e Mattia também, vivendo em torno do seu próprio eixo, sozinhos com as suas respectivas tragédias.

Alice, uma criança bastante introvertida, é obrigada pelo pai a frequentar um curso de esqui para ser forte e competitiva. No entanto, um acidente terrível deixará marcas no seu corpo para sempre.

Mattia é um menino de inteligência brilhante cuja irmã gémea é deficiente. Quando são convidados para uma festa de anos, ele deixa-a sozinha num banco de jardim e nunca mais torna a vê-la.

Estes dois episódios irreversíveis marcarão profundamente a vida de ambos para sempre. Anos depois, quando estes «números primos» se encontram, são como gémeos que partilham uma dor muda que mais ninguém pode compreender. E tal como os números primos, ambos estão destinados a viver vidas paralelas sem nunca se encontrarem.

Obs. O livro faz parte do acervo da escola.


DICA DE LEITURA



·               O DIÁRIO DE NINA LUGOVSKAIA é uma das mais importantes descobertas históricas dos últimos tempos e um tocante testemunho direto sobre o terror stalinista.
        
Quem era Nina? Uma jovenzinha moscovita que nas primeiras páginas tem apenas 13 anos. Inteligente, emotiva, curiosa, ela atravessa crises de adolescência, nutre grandes ambições, inveja as irmãs e ama em segredo. Mas, sobretudo, tem um olhar maduro, límpido, assombroso pela profundidade e pela precisão com que capta e avalia os acontecimentos e o mundo que a circunda. Por ela, sabemos como se vivia na Moscou dos anos 1930, quando as buscas domiciliares estavam na ordem do dia, o espectro do confinamento ou mesmo do Gulag era uma possibilidade mais que concreta, e a fome, as privações, a convivência forçada constituíam uma realidade.  

O diário de Nina é uma leitura emocionante e indispensável confortável, mas, carimbado como subversivo, foi repetidamente encarcerado, exilado e, por fim, deportado. A mãe era professora. Lyalya e Genya, as irmãs mais velhas, estudavam. Nina frequentava a escola secundária. Em 1937, as quatro mulheres foram detidas e processadas: Nina acabou no duríssimo campo de prisioneiros de Kolyma, com a única culpa de haver escrito, no diário, frases contra o regime.
        
Quando saiu, se recusou a redigir qualquer outra coisa. Cortada para sempre sua veia literária, reencaminhou sua criatividade para a pintura. No fim dos anos 1940, casou-se com Viktor Templin, artista e prisioneiro político. Morreu em 1993, sem jamais ter retornado à capital soviética.


Obs. O livro faz parte do acervo da escola.


JOGOS ESCOLARES ESTADUAIS CATEGORIA MIRIM - PROFESSORA REGINA - 7ª E 8ª SÉRIES







sexta-feira, 17 de maio de 2013

AULA DE FILOSOFIA - MORALISTAS FRANCESES - 3ª SÉRIE A

La Rochefoucauld  (Paris, 15 de setembro de 1613 – Paris, 17 de março de 1680), foi um dos introdutores, e certamente o maior cultor do gênero de máximas e epigramas, divertimento social que ele transformou em gênero literário, escrevendo textos de profundo pessimismo. Seu mais famoso livro, "Reflexões ou sentenças e máximas morais", apareceu pela primeira vez em 1664.
Até a quinta edição do livro, La Rochefoucauld foi condensando suas máximas, ao mesmo tempo em que abrandava o tom, restringindo o seu amargor. Espírito cáustico, amargurado, ele atribui ao amor-próprio um papel preponderante na motivação das ações humanas. Todas as qualidades da nobreza – as falsas virtudes — têm a movê-las o egoísmo e a hipocrisia, atributos inerentes a todos os homens.
Segundo La Rochefoucauld, a necessidade de estima e de admiração está por trás de toda manifestação de bondade, sinceridade, gratidão. Ele é um pessimista desencantado com o gênero humano.

Jean de La Bruyère nasceu em Paris em 16 agosto 1645 e morreu em Versalhes em 10 de Maio de 1696. É um moralista francês. La Bruyère é famoso por uma única obra, dos Personagens ou costumes do século (Les Caractères ou les Mœurs de ce siècle) (1688) 1 . Este livro, composto de um conjunto de peças curtas de literatura, é uma crônica do espírito essencial do século XVII. La Bruyere foi um dos escritores do passado que destacou o "estilo" da literatura, desenvolvendo um fraseado rítmico em que os efeitos de ruptura são fundamentais. Este estilo incentiva a leitura em voz alta, indicando o estado de atividade dos juízos morais pela operação retórica obtida através da leitura em voz alta para o público. La Bruyere dedica uma seção inteira a caracteres de eloquência perversos.
Nicolas de Chamfort, (Clermont-Ferrand, 6 de abril de 17401Paris, 13 de abril de 1794) foi um poeta, filósofo e moralista francês.
Um passeio irônico pela Corte francesa, uma crítica mordaz aos comportamentos imorais, à hipocrisia e aos vícios sociais que dominavam os salões da alta sociedade no século XVIII. Assim pode ser descrita a mais conhecida obra do moralista e pensador francês Nicolas de Chamfort; Máximas e pensamentos e caracteres e anedotas trazem as impressões de um filósofo que, apesar de relativamente apreciado nos círculos sociais franceses, mantinha um olhar crítico e perspicaz com relação ao ambiente do qual fazia parte. A visão de Chamfort é a de um homem indignado com a vileza da alta sociedade e, ao mesmo tempo, desiludido por ter de fazer parte desse mundo, sede do mecenato artístico na época. O resultado de suas observações é uma compilação espirituosa de aforismos que denuncia os vícios morais da elite, ao mesmo tempo em que, por meio das anedotas, desmascara a arrogância e a corrupção que borbulhavam tanto quanto o champanhe transbordante das taças dos ricos e nobres.

Vauvenargues, cujo nome era Luc de Clapiers (6 de agosto de 171528 de maio de 1747) foi um moralista, ensaista e escritor francês.
Vauvenargues leu, refletiu e densenvolveu uma sombria Filosofia de vida expressa em um estilo aforístico conciso em uma série de ensaios e fragmentos, todos escritos durante a década de 1737-1747.
Vauvenargues rejeita a “liberdade da vontade “ e afirma a relatividade do “bem e do mal”. “Deus” em Vauvenargues não é o criador do universo, a fonte do bem e do mal, o guardião e juiz do homem, ou o legislador divino que estabelece as regras de moralidade. Ele é simplesmente a totalidade da natureza e suas leis inalterárveis. Assim, para Vauvenargues a moral é construída pelo homem.

AULA DIFERENCIADA - ARTES - PROFª ANA PAULA - TRABALHO DE ESCULTURA EM PEDRA SABÃO - 7ª E 6ª SÉRIES










quinta-feira, 16 de maio de 2013

AULA DE FILOSOFIA - 3ª A - MORALISTAS FRANCESES E O AFORISMO

Os moralistas franceses são um grupo heterogêneo de pensadores franceses dos séculos XVII e XVIII. Trata-se de uma corrente que surge com Montaigne (1533-1592) e que culmina com o Iluminismo.
Moralistas não no sentido de defensores de uma moral conservadora, mas sim críticos dos costumes e da (moral), estes pensadores foram atentos observadores da mentalidade e do espírito de sua época. Entre os moralistas franceses mais destacados se encontram:

AFORISMO
[Do gr. aphorismós, “limitação; definição; breve definição, sentença”.] Aparece, na maioria dos dicionários, com este sentido, ou seja, com uma definição semelhante à de provérbio, dito, ditado, dizer, adágio, rifão e à de máxima, sentença, apotegma, sendo as fronteiras entre estes termos pouco definidas. O aforismo e esta segunda série de termos podem ter, no entanto, uma dimensão mais culta. Surge como ponto de contacto entre o filosófico e o literário. Deve ser analisado segundo o conteúdo semântico e os padrões estruturais. É um estilo de discurso ligado à percepção do mundo e que pode contribuir para a expressividade da mensagem.
A análise linguística dos aforismos pode revelar certas estratégias lexicais, sintácticas e semânticas. Assim, para além do conteúdo, deve-se ter em conta a forma de expressão, normalmente curta e concisa. Tem habitualmente sentido figurado e grande expressividade estilística. A sua função pragmática é fundamental. A forma lacónica, de expressão curta, e a natureza de máximo apuramento dos aforismo propicia uma grande condensação de potencialidades significativas, apresentando assim um código de prescrições sociais para a interpretação da realidade. O recurso frequente a palavras polissêmicas, a perguntas retóricas, torna-o um instrumento clássico do poder do discurso. Pode aparecer como afirmação política, filosófica, moral, apresentando um ideal de sabedoria.

terça-feira, 14 de maio de 2013

VÍDEOS PARA AULA DE SOCIOLOGIA


Esses videos são para a aula de juventude, cultura,consumo e revolução dos costumes.
Repare nas principais diferenças entre as duas bandas, o que elas diferem em vestimentas, jeito de agir, público...
Sex Pistols - Movimento Punk
1978

VÍDEOS PARA AULA DE SOCIOLOGIA


Esses videos são para a aula de juventude, cultura,consumo e revolução dos costumes.
Repare nas principais diferenças entre as duas bandas, o que elas diferem em vestimentas, jeito de agir, público...

Beatles, década de 1950