quinta-feira, 16 de maio de 2013

AULA DE FILOSOFIA - 3ª A - MORALISTAS FRANCESES E O AFORISMO

Os moralistas franceses são um grupo heterogêneo de pensadores franceses dos séculos XVII e XVIII. Trata-se de uma corrente que surge com Montaigne (1533-1592) e que culmina com o Iluminismo.
Moralistas não no sentido de defensores de uma moral conservadora, mas sim críticos dos costumes e da (moral), estes pensadores foram atentos observadores da mentalidade e do espírito de sua época. Entre os moralistas franceses mais destacados se encontram:

AFORISMO
[Do gr. aphorismós, “limitação; definição; breve definição, sentença”.] Aparece, na maioria dos dicionários, com este sentido, ou seja, com uma definição semelhante à de provérbio, dito, ditado, dizer, adágio, rifão e à de máxima, sentença, apotegma, sendo as fronteiras entre estes termos pouco definidas. O aforismo e esta segunda série de termos podem ter, no entanto, uma dimensão mais culta. Surge como ponto de contacto entre o filosófico e o literário. Deve ser analisado segundo o conteúdo semântico e os padrões estruturais. É um estilo de discurso ligado à percepção do mundo e que pode contribuir para a expressividade da mensagem.
A análise linguística dos aforismos pode revelar certas estratégias lexicais, sintácticas e semânticas. Assim, para além do conteúdo, deve-se ter em conta a forma de expressão, normalmente curta e concisa. Tem habitualmente sentido figurado e grande expressividade estilística. A sua função pragmática é fundamental. A forma lacónica, de expressão curta, e a natureza de máximo apuramento dos aforismo propicia uma grande condensação de potencialidades significativas, apresentando assim um código de prescrições sociais para a interpretação da realidade. O recurso frequente a palavras polissêmicas, a perguntas retóricas, torna-o um instrumento clássico do poder do discurso. Pode aparecer como afirmação política, filosófica, moral, apresentando um ideal de sabedoria.

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