sexta-feira, 30 de agosto de 2013

A FILOSOFIA NO HELENISMO - O CETICISMO

Ceticismo é qualquer atitude de questionamento para o conhecimento, fatos, opiniões ou crenças estabelecidas como fatos.1 Filosoficamente, é a doutrina da qual o espírito humano não pode atingir nenhuma certeza a respeito da verdade.2

O ceticismo filosófico é uma abordagem global que requer todas as informações suportadas pela evidência.3 O ceticismo filosófico clássico deriva da Skeptikoi, uma escola que "nada afirma". 4 Adeptos de Pirronismo, por exemplo, suspenderam o julgamento em investigações.5 Os céticos podem até duvidar da confiabilidade de seus próprios sentidos.6 O ceticismo religioso, por outro lado é "a dúvida sobre princípios religiosos básicos (como a imortalidade, a providência e a revelação)".7

História

Antiguidade

Ver artigos principais: Ceticismo filosófico e Pirro

O ceticismo filosófico se manifestou na Grécia clássica, aparentemente um de seus primeiros proponentes foi Pirro de Elis (360-275 a.C.) que estudou na Índia e defendia a adoção de um "ceticismo prático". Carneades discutiu o tema de maneira mais minuciosa e contrariando os estóicos, dizia que a certeza no conhecimento, seria impossível. Sexto Empírico (200 a.C.) é tido como a autoridade maior do ceticismo grego.8 Mesmo atualmente o ceticismo filosófico costuma ser confundido com o ceticismo vulgar e com aquilo que a tradição cética denominou de "dogmatismo negativo". Nada mais está tão em desacordo com o espírito do ceticismo do que a reinvidicação de quaisquer certezas, seja as positivas ou as negativas. 9 10

Na Filosofia islâmica, o ceticismo foi estabelecido por Al-Ghazali (1058–1111), conhecido no Ocidente como "Algazel", era parte da Ash'ari, a escola de teologia islâmica, cujo método de ceticismo compartilha muitas semelhanças com o método de René Descartes.11

Idade Média

Os principais textos do ceticismo clássico disponíveis hoje, não foram conhecidos no período medieval,12 mas por volta de 1430 apareceu uma edição latina das Vidas do Filósofos de Diógenes Laércio, feita por Ambrogio Traversari, este texto teve ampla circulação e pode ter despertado o interesse pelo ceticismo, é aparentemente a partir deste momento que o próprio termo scepticus se difunde.

 

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